A partir de agora, fica eterna e ternamente decretado: é permitido aceitar o amor que se recebe. Nos domingos, principalmente, mas também nos outros dias. Demorar-se na cama mais que o previsto, abrir as janelas, esquecer do juízo. Cantar aquela música do antigo programa infantil, que dizia “bom dia, o sol já nasceu lá na fazendinha”, enquanto nasce mesmo um sol dentro de ti.
Também que nasçam ideias e sonhos, amores e flores. No abraço da companhia, deixar-se derramar lágrimas de alegria. Desfazer os nós da comunicação fria e simplesmente abrir o coração, falar, calar, sentir a emoção.
Os olhos, encará-los. A boca, encostar suavemente com os lábios. Respirar assim por um momento. Com os cílios encostando de vez em quando. De vez em quando, de propósito – como um outro tipo de beijo.
As manhãs de domingo, mais que qualquer outro dia, são um mundo à parte. Mas também são as outras manhãs.
É o despertar da vida. O momento que o vento sussurra baixinho no ouvido de cada ser que respira: acorda, vale a pena viver o hoje. Mesmo que por vezes não pareça tanto. Vale.
Também vale sorrir para desconhecidos, dar um abraço em um amigo, dançar em público e sozinho.
Vale chorar com poemas de amor.
Uma resposta
Simplesmente amei, muito lindo!